domingo, 16 de agosto de 2015

Você me tem fácil demais

Você pensa em desistir fácil demais. Com você é tudo sempre quase no fim, qualquer coisa vira sempre motivo de um quase nunca mais.
Enquanto isso, eu to sempre querendo um "fica mais".

Vivian Pinto

domingo, 24 de maio de 2015

Pele de aço, coração de vidro


AVISO: sei que o título do post é clichê. E que o conteúdo do post é clichê. Sou poeta menor, perdoar, preciso de clichês, tenham paciência comigo.
Não é possível atingir a perfeição, muito menos estar nela o tempo todo. Acho que eu e você, assim como todas as boas pessoas (na minha humilde opinião), temos nossas imperfeições, e estamos tentando melhorá-las a todo instante. Aqui estou eu, com todas as minhas imperfeições, tentando lidar com a insegurança, porque sou humana, então me permito uma cicatriz por vez. Espero que você entenda.
O fato é que eu sou assim, gosto muito de fingir que sou forte, mas sou insegura, e nem tudo é trabalhável no momento que a gente quer. Pra mim isso me torna vulnerável, como não poderia deixar de ser em toda história de amor. E cada vez que, até mesmo sem querer, você toca em assuntos delicados pra mim, mais exposta me sinto, e não consigo lidar com isso muito bem. Sabe, isso não me faz bem, é algo complexo. Estou aqui num monólogo muito complicado de estruturar, num desabafo muito difícil de admitir, tanto pra mim mesma quanto para outras pessoas, tanto que talvez esse texto nem vá ao ar. É só que eu não me sinto nada.
Nada, realmente nada. Não me sinto bonita o suficiente, ou gostosa, ou legal, ou linda, ou inteligente... Nem forte demais, nem arrebatadora o suficiente, eu não me sinto o bastante. E aí vem a vida e de vez em quando me prova que eu não me sinto o bastante porque realmente não sou. Ah sim, antes que você me pergunte, não, eu não penso só nisso ou só nos episódios em que isso me veio à tona, mas penso o suficiente pra me sentir assim, e isso me basta pra precisar botar pra fora de alguma maneira.
Não me entenda mal, a culpa não é sua, nem minha, mas é complicado de explicar e de processar, e talvez por isso algumas coisas não saiam da minha cabeça. Eu me sinto como um vidro, com uns arranhões aqui e ali... Nada de grave, claro, são coisas que diminuem com um polimento ou outro, mas sabe? Não sou mais a mesma, nunca gostei de me expor tanto assim pessoalmente, sem as palavras pra me escudar, e com você parece que nem elas adiantam. Alguma vezes porque você não entende, outras vezes porque eu não consigo articular, a vida nem sempre é um texto coeso e coerente, tenho consciência de que é preciso saber dar uns ajustes nela. O problema é que nem sempre essa consciência me ajuda a ser menos difícil, reagir com menos hostilidade, digerir isso ou algo assim.
Talvez a vida seja feita por arranhões no nosso vidro, afinal.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

De mundo em mundo


Por mais que eu queria ser o mundo, certas coisas eu nunca vou conseguir fazer.
"Conhece-se a ti mesmo" nunca fez tanto sentido, e nunca foi tão melancólico.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Agora operante

Quando a gente aprende alguma coisa, ficamos tão presos naquela coisa nova que esquecemos que temos tantos algos a mais pra conhecer.
Aprendi que não sou nada no meu tudo, e, por enquanto, é isso que martela noite e dia na minha cabeça.
E é verdade, agora.
Daqui a pouco eu talvez aprenda algo novo e essa condição de nada passe.
Por enquanto, porém, ela opera.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Puberdade atrasada

Quando me diziam que crescer era difícil eu pensava "bobagem, vou tirar de letra!"
Mal sabia eu que todo dia é um crescimento, e tem vezes que é difícil passar por certas coisas, ouvir certas palavras, ser tratada de certas maneiras...
Não sei o que sou, nem pra mim, nem pra você, nem pra vida, nem pra ninguém. O que eu sei é que algumas coisas eu não quero ser.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Temporada aberta

Não se pode esperar que as pessoas façam as coisas do jeito que você faria. Não se pode esperar atitudes que você teria.
Sempre me foi dito isso, mas a gente teima em achar que, por mais diferente que a pessoa seja, ela vai ser igual. Isso faz algum sentido? Já não sei mais. Sei que prometo a mim a mesma coisa sempre: que vou agir como você, devolver o silêncio, devolver o não saber. Parece não adiantar, parece que ninguém percebe, só eu. Não adianta ser espelho. Porém, já sabendo que é errado (e que dará errado), declaro:
-Que comece a temporada infame de tentar ser uma não-eu.

terça-feira, 24 de março de 2015

Simpatizo


Eu entendo se você não entender, porque tem partes de mim que nem eu mesma simpatizo. 
Mas convivo.