sábado, 4 de fevereiro de 2017

(F)mim


Não fui eu que escolhi ser assim, 
Simplesmente aconteceu
Quando eu notei e me dei por mim 
Eu já era ela, ela já era eu.
Não que seja uma troca justa ou igual
Nem sempre é tão aparente assim a ligação 
Mas, se prestar atenção aos detalhes
Não tem tanta diferença nem tem separação.
Alguns dias somos mais, outros somos menos
Só que no fim das contas não tem jeito
É meio aquela coisa de filme 
O elo já foi feito,
Não tem escapatória
Não tem pra onde correr
E eu também não gostaria de outra história 
Não provaria de outras memórias
Porque não tem como mesmo 
Alma de poeta não tem outro caminho
Não importa a simplicidade 
Menos ainda complicação
Alma de poeta é coração
A Poesia é meu começo, meio e mim
Tão simples quanto esse final:
Fim

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Bêbada


Dizem por aí que "bêbado fala a verdade", pois bem, até que ponto isso é real?
Tenho andado meio bêbada. Não me entenda mal, não é sempre, nem todo dia, mas acontece, e aí as situações me parecem meio diferentes, o ponto de vista muda. Não é sempre que eu bebo tanto assim meus sentimentos, e me afogo em mim. Até que ponto sentimentos e emoções distorcem a realidade?

domingo, 8 de janeiro de 2017

Prosopopeia


Tudo que é conversado vira hipérbole, as pessoas à minha volta só se expressam em metáforas, sem perceber o quanto soam paradoxos. Quanto mais o tempo passa, mais a vida se torna Metalinguagem. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

ano novo, vida (nem tão) nova


Todo começo de ano é a mesma coisa, eu aqui lembrando de você, uma realidade tão distante... Porém aqui dentro, tão viva dentro de mim. A habilidade não é mais a mesma, confesso, mas "o fogo que arde sem se ver" nunca foi tão real pra mim, e nem é metanol (clique aqui para entender a piada idiota). É como se meus dedos estivessem atrofiados, eu penso uma coisa, sai outra, não me expresso tão bem quanto eu queria, não rimo mais como conseguia. Mas não, não culpo a poesia. Eu me culpo, na verdade, eu tenho sido uma amiga ruim, eu que tenho abandonado isso que era tão presente em mim. Eu diria que ainda é, mas não tenho certeza. A gente muda, a vida muda a gente, e, mesmo assim, eu sinto a Poesia comigo, eu sinto quando eu estou triste e não consigo me expressar verbalmente, mas me expresso com meu coração. Eu sinto quando eu estou feliz, e meu coração sai de mim pra flutuar por aí. Eu sinto agora, escrevendo coisas que não necessariamente rimam, eu A sinto em tudo, eu A vejo em alguns, eu sei que Ela nunca saiu de perto de mim, eu é que me afastei Dela. Não sei se tem volta, a Poesia é caprichosa, mas talvez haja um recomeço. Feliz 2017, e desculpa por ter demorado tanto assim.

domingo, 16 de agosto de 2015

Você me tem fácil demais

Você pensa em desistir fácil demais. Com você é tudo sempre quase no fim, qualquer coisa vira sempre motivo de um quase nunca mais.
Enquanto isso, eu to sempre querendo um "fica mais".

Vivian Pinto

domingo, 24 de maio de 2015

Pele de aço, coração de vidro


AVISO: sei que o título do post é clichê. E que o conteúdo do post é clichê. Sou poeta menor, perdoar, preciso de clichês, tenham paciência comigo.
Não é possível atingir a perfeição, muito menos estar nela o tempo todo. Acho que eu e você, assim como todas as boas pessoas (na minha humilde opinião), temos nossas imperfeições, e estamos tentando melhorá-las a todo instante. Aqui estou eu, com todas as minhas imperfeições, tentando lidar com a insegurança, porque sou humana, então me permito uma cicatriz por vez. Espero que você entenda.
O fato é que eu sou assim, gosto muito de fingir que sou forte, mas sou insegura, e nem tudo é trabalhável no momento que a gente quer. Pra mim isso me torna vulnerável, como não poderia deixar de ser em toda história de amor. E cada vez que, até mesmo sem querer, você toca em assuntos delicados pra mim, mais exposta me sinto, e não consigo lidar com isso muito bem. Sabe, isso não me faz bem, é algo complexo. Estou aqui num monólogo muito complicado de estruturar, num desabafo muito difícil de admitir, tanto pra mim mesma quanto para outras pessoas, tanto que talvez esse texto nem vá ao ar. É só que eu não me sinto nada.
Nada, realmente nada. Não me sinto bonita o suficiente, ou gostosa, ou legal, ou linda, ou inteligente... Nem forte demais, nem arrebatadora o suficiente, eu não me sinto o bastante. E aí vem a vida e de vez em quando me prova que eu não me sinto o bastante porque realmente não sou. Ah sim, antes que você me pergunte, não, eu não penso só nisso ou só nos episódios em que isso me veio à tona, mas penso o suficiente pra me sentir assim, e isso me basta pra precisar botar pra fora de alguma maneira.
Não me entenda mal, a culpa não é sua, nem minha, mas é complicado de explicar e de processar, e talvez por isso algumas coisas não saiam da minha cabeça. Eu me sinto como um vidro, com uns arranhões aqui e ali... Nada de grave, claro, são coisas que diminuem com um polimento ou outro, mas sabe? Não sou mais a mesma, nunca gostei de me expor tanto assim pessoalmente, sem as palavras pra me escudar, e com você parece que nem elas adiantam. Alguma vezes porque você não entende, outras vezes porque eu não consigo articular, a vida nem sempre é um texto coeso e coerente, tenho consciência de que é preciso saber dar uns ajustes nela. O problema é que nem sempre essa consciência me ajuda a ser menos difícil, reagir com menos hostilidade, digerir isso ou algo assim.
Talvez a vida seja feita por arranhões no nosso vidro, afinal.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

De mundo em mundo


Por mais que eu queria ser o mundo, certas coisas eu nunca vou conseguir fazer.
"Conhece-se a ti mesmo" nunca fez tanto sentido, e nunca foi tão melancólico.